"Mas eu tive muito medo de me apaixonar. Tive
medo de ter insónias por tua causa e de me preocupar ao saber se estavas ou não
bem, medo de te pedir para ficares e de recusares, de não saber o que fazer ou
dizer quando estivéssemos só os dois. Tive medo de te cansar por falta de
atenção ou excesso dela. Tive medo de não te fazer feliz, mas não adiantava
mentir para mim mesma dizendo que o que sentia não era amor. Não adianta
haverem estrelas cadentes, velas de aniversário, trevo de quatro folhas ou
fonte dos desejos. Quando acontece é porque é para acontecer. Eu amo-te tanto
que a história de Romeu e Julieta parece patética aos meus olhos."
